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Eu acho tão ridículo os meninos que ficam chamando as outras meninas de “linda”. “Bjos, linda”. Eu odeio que me chamem de linda porque isso é tão universal, tão padrão, tão normal. Sinto-me muito especial quando sou chamada assim (NOT!).
É claro que não me sinto nem um pouco especial, muito pelo contrário, me sinto como mais uma garota qualquer. Qualquer sim, porque se você parar para pensar, o “linda” se encaixa em qualquer categoria de “compromissos descompromisados” – ficante, paquera, amiga, casinho – menos na categoria de namorada. Chamar sua namorada de linda é regredir todo o processo, é deixar ela no nível mais baixo que sua amiguinha da faculdade, é dar a ela o benefício da dúvida, e meu caro, tenho certeza que você não quer plantar dúvidas na sua namorada.

“Linda” é tão genérico como “anjo”. “Oi, meu anjo” e há garotas que morrem só de ser chamadas assim. É engraçado, ou talvez eu não tenha nenhum senso do romantismo piegas, mas confesso, quando eu perguntava “tudo bem”, gostava de ouvir um “melhor agora”. Ownn, isso sim é fofo! hahaha

Ainda não respondi a carta da Flavia. Imagino que ela deva estar extremamente puta comigo (aliás, quem é que não estaria), e ela ainda vai ficar mais puta, porque minha idéia de mandar a carta será somente daqui a umas duas semanas e quando eu mandar, ela vai receber uma SUPER carta. Aí, eu quero ver!

Eu lembro de quando a gente terminou o colegial e prometemos uma a outra de mater contato e mandar, ao menos uma vez por mês, ou a cada dois meses (por aí, não lembro), uma cartinha contando as novidades, as frustrações, os pensamentos e tudo aquilo que a gente gosta de saber da outra pessoa.

cartas

É, não foi isso que aconteceu.

Três anos se passaram, e acho que trocamos apenas umas duas ou três cartas (no máximo), e também só vi a Flá uma única vez. Assim como só vi a Amália e a Paula também uma única vez. Fomos cada uma pro seu canto. Sinto saudades gigantes, mas eu sei que não vai adiantar uma saída, um barzinho, ou uma balada. Tem que ser uma comemoração, uma baita comemoração, porque, meninas, temos MUITO assunto para colocar em dia, e MUITAS fofocas para contar.

Então, Flá, me espere que estou chegando.

Um beijo,

Natália

No último domingo, no metrô Sé, quando voltava do passeio do zoológico, uma mulher (bonita até), entra no vagão.
Estava um frio pra burro, e a mulher com seu topzinho decotado e de braços de fora. Tudo bem se fosse apenas isso. Porém, a mulher estava com a calça aberta, assim, como posso explicar?

Sabe o lugar do botão e do zíper do jeans? Bom, eles estavam meio que “curvados” para dentro, e assim, formava-se um “V”, no lugar do zíper e do botão e fazia com que a barriga e um pouquinho mais, ficassem totalmente a mostra. Desinibidíssima. Além de doidona, muito.
O fato só ficou mais estranho quando um tipo de “metaleiro” ou “fake metaleiro” começou a paquerar a moça. Além do mano ZL que estava na frente dela tentando fazer a mesma coisa que o “fake metaleiro”.

O engraçado foi ver a tentativa do “metaleiro” quando a moça disse que queria fazer xixi. “Ela estava desesperada, você não está entendendo”. Até que ele a convence a descer na Penha, a estação, pelo que eu entendi, que ele iria descer. E se não fosse por ele, a moça teria deixado a bolsa dentro do vagão.
E o coitado do mano da ZL ficou ali. Vendo sua musa do baile funk ir embora com um fake heavy metal.

Mesmo com 9 pessoas por metrô quadrado nos horários de pico, o metrô é o lugar mais divertido para observar as pessoas.

Ai ai, seres humanos e suas necessidades neandertais!

Ontem teve balada da faculdade. Eu fui, como toda “boa” casperiana. De verdade mesmo, antes não tivesse ido, porque aquilo lá, não é para mim, ou melhor dizendo, não é para nós.

Não gosto das músicas, a Bateria sempre toca a mesma coisa (inovação, gente, inovação), agora além de um Homem Pássaro barrigudo, surgiu uma Mulher Passarinha de chapinha. Pura palhaçada. Teve um hora em que me encontrava na frente do palco, e fiquei apenas olhando e pensando para aquelas figuras que estavam em cima dele, em como eles podem ter tanta coragem de fazer aquilo, cantar aquelas músicas, agitar a galera daquele jeito mais idiota possível. O que é aquele menino imitando o Seginho Mallandro tão bem? Sério, acho que deve ter passado a infância assistindo muito ao programa dele! Talvez, a única coisa que salva é o Homem Grito, o grande Homem Grito. Melhor figura!

Aterrorizando

Depois desses profissionais do riso saírem do palco, entrou o maior, o grandioso, o ilustre Séginho Mallandro, para delírio da galera! “Chupa Mackenzie”, “O Sérginho comeu a Xuxa” e outras pérolas foram os gritos de guerra que ergueram aquela galera. É, não aguentei ficar mais que 5 minutos ali.

E ok, não vou comentar de pessoas.

Deve ter sido a falta de bebida que me fez ficar chata desse jeito. Mas eu não ia arriscar beber alguma coisa de estômago vazio. Nossa, eu comeria um Black Dog FÁCIL, se tivesse um, como aconteceu em um ano aí, mas não, o pessoal cool da Atlética fez questão de botar algo diferente, como TEMAKI. TOMARNOCU!

Se não fosse por ele, tudo teria ido por água abaixo. Ele que me fez rir de tudo aquilo e não ficar com cara de bosta. Melhor companhia, minha salvação na faculdade. Sério mesmo! <3

A única coisa de “extraordinária” que eu sabia quando tinha a idade desse muleque era que o presidente do Brasil era o Fernando Collor de Mello e quem era o ministro da economia (que, hoje, eu nem me lembro). Beatles? Mas que raios é isso?

Essas férias foram as melhores que tive, sem dúvida. Só tive ganhos e um amadurecimento que até eu me surpreendo. Eu me conheci muito mais, cultivei minha alegria, e cicatrizei feridas. Percebi que sou jovem, e sexta-sábado é só o começo dessa vida minha.

luau

Mas não adianta, nunca me chame para tomar uma breja, porque cerveja não é meu forte. Não vou ser aquela sua amiguinha super legal que vai no bar com você todos os dias, mas posso ser aquele seu porto-seguro, de risadas e confissões, do começo ou fim da noite, se assim preferir. Aprendi muita coisa com o que passou, com novembro, com dezembro e, principalmente, com janeiro. Ah, Janeiro 2008, você assim como veio, foi embora, mas deixou marcas profundas e lembranças lindas.

Daí chegou o carnaval, e assim como janeiro, foi o melhor. Pela primeira vez na minha vida, eu não queria que ele acabasse. Acho que porque ele veio logo no começo de fevereiro, e as aulas só começariam depois dele, e não “durante”, e eu não queria que elas começassem, mas como tudo que é bom termina, as férias (e o carnaval) foram embora.

JG Lara e Tati

Passei o carnaval na praia, como de costume, mas dessa vez o povo todo não foi, mesmo sentindo a falta da bagunça, foi bom do mesmo jeito. Não saí atrás de trio elétrico, e só vi a bandinha da praça tocar uma vez. Tomei sol pra caramba, e fruttare da Kibon para ver se encontrava o Ipod, mas não foi dessa vez. Eu até fiz bolo de chocolate pra moçada!

É, agora que me encontro a duas semanas do meu aniversário de 20 anos não tô achando isso legal. Depois que fiz 15, o tempo passa que eu nem vejo o rastro. Ano par, idade par. Acho que tem tudo para ser um dos melhores anos da minha vida!

Hoje fui na Cásper fazer a rematrícula. Aquele lugar não me deixa muito confortável. É abafado, me sinto presa, não passa para mim uma boa energia, mas só mais dois anos e vai ser como tirar band-aid de machucado, ou fazer xixi quando se está apertado (sentir aquele alívio gostoso).

Saí de lá e resolvi comer alguma coisa no Mc. Um senhor de camisa rosa me abordou na rua perguntando se eu falava inglês, eu respondi que não (por que o meu inglês é péssimo), mas o senhor fingiu que não ouviu e perguntou se eu conhecia alguma agência de viagem ali perto. Também disse que não e falei, com o meu inglês ruim, para ele perguntar na Banca de Jornal (e fiquei pensando, como é banca de jornal em inglês, enfim, apontei para a banca). Atravessamos a rua, e ele me perguntou se eu estava “free” (HAHAHA! Eu pensei, “FREE eu estou, mas não para o senhor”, e não acreditei no que estava ouvindo), e já emendou dizendo que poderíamos tomar um café (OMG! Se fosse um gringo bonito, charmoso e MAIS NOVO, até que eu poderia tentar), e aí eu disse que não podia, desejei boa sorte e entrei correndo no Mc.

“Que peça mais sem graça, você quis me pregar hein, Sr. Murphy?”, eu pensei. “Por hoje, chega, não é?”

E Murphy deve ter pensado “Pobre Natália, quem manda sair de casa tão bonita assim, mas desacompanhada? É hoje que tu vais sofrer! Rá Rá Rá”

Ainda era cedo e resolvi passar no shopping Tatuapé para ir ao cinema (porque no Reserva não tava passando algo que eu queria ver, e eu estava com uma puta preguiça de andar até o Belas Artes). Estava eu parada na fila para comprar meu ingresso, quando um senhor atrás de mim (céus, sempre os senhores, por quê?), veio me perguntar como é que fazia para pagar, porque há 10 anos ele não ia ao cinema (“que tristeza”, eu pensei), expliquei direitinho para ele e tudo normal, mas um detalhe importante: tinha um japa feioso na minha frente.

Comprei o ingresso e dei uma volta no shopping, esperando dar o horário da sessão. Quando já faltavam 5 minutos pro filme começar, eu entro na sala, e escolho um lugar bem no meio e, por sorte, a fileira estava vazia (que delícia), e o japa feioso estava sentado na fileira da frente, mas tudo bem. Os trailers começam, e o japa feioso se levanta e vai ao banheiro, suponho. Quando ele volta, AONDE é que ele senta???? Éééé, meu caro amigo, ele senta BEM DO MEU LADO!

Rinocerontes alados! Putaqueparoles! Murphy filho da mãe! Tanto lugar pro japa feioso sentar, TANTO lugar! Só não fui sentar em outra poltrona, porque achei que seria grosseria demais, mas ainda bem que ele não tentou nada e nem falou comigo. Eu queria espaço e sossego, caramba! Fui ao cinema sozinha para quê? Para catar pivete? Dá licença, né? Antes ter visto algo no Reserva mesmo.

Hoje eu devia estar linda. Linda para os feios e senhores, só pode!

E foi que acabou 2007 e eu nem dei as caras por aqui. Nem fiz a minha listinha básica de coisas para fazer em 2008, e nem fiz a listinha de pior e melhor de 2007. Tudo começa por aí, nessa mudança de não fazer listas.

Não vou chorar as pitangas, e nem falar sobre 2007. Somente eu sei o que esse ano significou para mim. Agora chegou 2008, e sei lá do que é que vai ser. Só sei que ele começou muitíssimo bem, obrigada.

Pessoas entraram e saíram da minha vida. E tem pessoas que estão na corda bamba, não sabem se vão ou se ficam. Mas essas que entraram, fizeram a total diferença. Só tenho a agradecer e tentar mantê-las o mais perto possível de mim.

Viajei. Conheci. Ri. Sorri. Cantei. Pulei. Dancei. Joguei Paintball. Pulei no mar. Vi estrela-do-mar. Ganhei bilhetinho. Ganhei sorrisos e olhares. Ganhei o mundo. Conquistei. Fui conquistada. Esqueci. Dormi. Não chorei. Fotografei. Uma foto minha será publicada. Li. Escrevi. Desenhei. Saí por aí.

Se 2008 continuar assim, que Deus o abençoe.

…e quando você pára para pensar e vê o quão insignificante você foi para alguém? Isso dói?

Eu tenho um vizinho que se formou ano passado na faculdade. Ele fez Comércio Exterior não lembro onde, mas não importa. O que importa é que ele sempre teve notas ótimas no colégio, e a esperança de ganhar um diploma de melhor aluno do ano era grande. Na colação de grau da faculdade, havia três diplomas que foram entregues aos melhores alunos do ano, nenhum deles foi meu vizinho.

Porém, surgiu mais um (UM/ÚNICO) diploma, agora destinado a esse meu vizinho, e com o título de “melhor aluno dos 4 (QUATRO) anos (ANOS) da faculdade”.

Sem mais palavras para isso.