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Eu estou assim cheiaça.
Cheia de tudo e de todo mundo. TPM? Pode até ser, mas me parece algo muito mais constante e mais forte que uma TPM. Me parece uma chatice aguda crônica!
Não estou produzindo nada ultimamente, e a única coisa que me forço a fazer é reclamar. Meu Deus do céu, isso acaba quando? Essa tortura psicológica. Esse cansaço mental.
O que eu posso fazer se hoje um caminhão quase bateu em mim? Eu briguei no serviço e não fiz nada a tarde toda?
Eu tô me sentindo bem? Acho que não…e não é de férias que eu preciso.
Ontem teve balada da faculdade. Eu fui, como toda “boa” casperiana. De verdade mesmo, antes não tivesse ido, porque aquilo lá, não é para mim, ou melhor dizendo, não é para nós.
Não gosto das músicas, a Bateria sempre toca a mesma coisa (inovação, gente, inovação), agora além de um Homem Pássaro barrigudo, surgiu uma Mulher Passarinha de chapinha. Pura palhaçada. Teve um hora em que me encontrava na frente do palco, e fiquei apenas olhando e pensando para aquelas figuras que estavam em cima dele, em como eles podem ter tanta coragem de fazer aquilo, cantar aquelas músicas, agitar a galera daquele jeito mais idiota possível. O que é aquele menino imitando o Seginho Mallandro tão bem? Sério, acho que deve ter passado a infância assistindo muito ao programa dele! Talvez, a única coisa que salva é o Homem Grito, o grande Homem Grito. Melhor figura!

Depois desses profissionais do riso saírem do palco, entrou o maior, o grandioso, o ilustre Séginho Mallandro, para delírio da galera! “Chupa Mackenzie”, “O Sérginho comeu a Xuxa” e outras pérolas foram os gritos de guerra que ergueram aquela galera. É, não aguentei ficar mais que 5 minutos ali.
E ok, não vou comentar de pessoas.
Deve ter sido a falta de bebida que me fez ficar chata desse jeito. Mas eu não ia arriscar beber alguma coisa de estômago vazio. Nossa, eu comeria um Black Dog FÁCIL, se tivesse um, como aconteceu em um ano aí, mas não, o pessoal cool da Atlética fez questão de botar algo diferente, como TEMAKI. TOMARNOCU!
Se não fosse por ele, tudo teria ido por água abaixo. Ele que me fez rir de tudo aquilo e não ficar com cara de bosta. Melhor companhia, minha salvação na faculdade. Sério mesmo! <3
Hoje fui na Cásper fazer a rematrícula. Aquele lugar não me deixa muito confortável. É abafado, me sinto presa, não passa para mim uma boa energia, mas só mais dois anos e vai ser como tirar band-aid de machucado, ou fazer xixi quando se está apertado (sentir aquele alívio gostoso).
Saí de lá e resolvi comer alguma coisa no Mc. Um senhor de camisa rosa me abordou na rua perguntando se eu falava inglês, eu respondi que não (por que o meu inglês é péssimo), mas o senhor fingiu que não ouviu e perguntou se eu conhecia alguma agência de viagem ali perto. Também disse que não e falei, com o meu inglês ruim, para ele perguntar na Banca de Jornal (e fiquei pensando, como é banca de jornal em inglês, enfim, apontei para a banca). Atravessamos a rua, e ele me perguntou se eu estava “free” (HAHAHA! Eu pensei, “FREE eu estou, mas não para o senhor”, e não acreditei no que estava ouvindo), e já emendou dizendo que poderíamos tomar um café (OMG! Se fosse um gringo bonito, charmoso e MAIS NOVO, até que eu poderia tentar), e aí eu disse que não podia, desejei boa sorte e entrei correndo no Mc.
“Que peça mais sem graça, você quis me pregar hein, Sr. Murphy?”, eu pensei. “Por hoje, chega, não é?”
E Murphy deve ter pensado “Pobre Natália, quem manda sair de casa tão bonita assim, mas desacompanhada? É hoje que tu vais sofrer! Rá Rá Rá”
Ainda era cedo e resolvi passar no shopping Tatuapé para ir ao cinema (porque no Reserva não tava passando algo que eu queria ver, e eu estava com uma puta preguiça de andar até o Belas Artes). Estava eu parada na fila para comprar meu ingresso, quando um senhor atrás de mim (céus, sempre os senhores, por quê?), veio me perguntar como é que fazia para pagar, porque há 10 anos ele não ia ao cinema (“que tristeza”, eu pensei), expliquei direitinho para ele e tudo normal, mas um detalhe importante: tinha um japa feioso na minha frente.
Comprei o ingresso e dei uma volta no shopping, esperando dar o horário da sessão. Quando já faltavam 5 minutos pro filme começar, eu entro na sala, e escolho um lugar bem no meio e, por sorte, a fileira estava vazia (que delícia), e o japa feioso estava sentado na fileira da frente, mas tudo bem. Os trailers começam, e o japa feioso se levanta e vai ao banheiro, suponho. Quando ele volta, AONDE é que ele senta???? Éééé, meu caro amigo, ele senta BEM DO MEU LADO!
Rinocerontes alados! Putaqueparoles! Murphy filho da mãe! Tanto lugar pro japa feioso sentar, TANTO lugar! Só não fui sentar em outra poltrona, porque achei que seria grosseria demais, mas ainda bem que ele não tentou nada e nem falou comigo. Eu queria espaço e sossego, caramba! Fui ao cinema sozinha para quê? Para catar pivete? Dá licença, né? Antes ter visto algo no Reserva mesmo.
Hoje eu devia estar linda. Linda para os feios e senhores, só pode!
…e quando você pára para pensar e vê o quão insignificante você foi para alguém? Isso dói?
Confesso que andei muito tempo desleixada, por coisas que eu deixei me levar. Às vezes eu percebo o quão fraca eu posso ser, mas acho que a minha força é proporcional a minha fraqueza, a única diferença é que eu quero ser fraca. Patético, não? Sim, eu sei. Por isso que estou dando a volta por cima, caindo na real, e dando as caras por aí.
Há tantos livros que deixei de ler, tantos filmes que deixei de curtir, por simples e pura bobeira. Ah, como eu posso ser tão estúpida, não?
Mas por bem ou por mal, uma hora a casa tinha que cair, e aqui já não há lugar para mais ninguém, só para mim.



