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Tenho medo de ser possessiva. Mas quem não é? Tenho medo de confundir amor com posse. Você é meu e ponto final! Mas até quando isso é verdade?!

Todos temos limites e não somos donos de ninguém. Como diz a famosa música d’Os Tribalistas “eu não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Admiro quem consegue levar essa frase ao pé da letra. Quisera eu ser de todo mundo, e todo mundo ser meu também.

Mas não sou assim. Eu sou um possessiva e ciumenta. É difícil não ser quando você não é criada num mundo tão liberal, ou com  uma visão tão moderna. Sou sim conservadora, careta, não sigo tendências e nem moda hippie e, por isso, me torno chata nesse mundo onde as coisas estão cada vez mais ousadas e sem sentindo.

Já disse que não sou muito de sair, de cervejas, de baladas…eu sou de casa, sofá, filmes e coca-cola. Só que agora, eu tenho quase 22 anos, e uma faculdade nas costas. É diferente. BEM diferente.

Ontem foi um dia surreal. Não somente por causa da morte do Michael Jackson, mas o dia já começou torto porque acordei às 7:15 da manhã.

Eu estava desanimada, toda tristinha porque pensava que todo dia era a mesma coisa. Acordava, ia trabalhar e voltava pra casa. Ontem não foi diferente, mas as notícias que cerceram a minha tarde fizeram toda a diferença.

1. Antecipação das férias da Cásper por conta de dois casos de gripe suína.

Imagine, uma das meninas infectadas é da sala do meu namorado. Se eu não estivesse tossindo, não ficaria preocupada…

2. Luciano Huck na rua da minha casa gravando o Lar Doce Lar

Oiq?

3. Farrah Fawcett,62, morreu.

Linda pantera.

4. Gugu vai pra Record.

Oiq?

5. Michael Jackson,50, morreu.

Michael Jackson, para mim, estava naquela lista de pessoas imortais. O cara endoideceu e quis virar branco, passou por cirurgias incabíveis para qualquer ser humano e sobreviveu a todas elas. Uma parada cardíaca por causa de tantos remédios! Michael Jackson nunca será branco. Ele, pra mim, sempre será aquele negro bonito que canta com zumbis e faz moonwalk. De todas as histórias e todas as burrices que MJ fez, nada conseguiu atrapalhar o brilho do Rei do Pop. Sua volta com a turnê 2009/2010 podia não dar certo, e ele cair num mar de depressão. Talvez tenha sido melhor assim. RIP Michael Jackson.

Ah, isso eu tenho que contar, porque assim, não sou uma pessoa que se lembra dos sonhos, e quando se lembra, os sonhos nunca são tão legais assim para serem contados.

É o seguinte, o primeiro sonho (e mais legal que o outro), tinha como integrante eu, Angelina Jolie, Shiloh, sua filha, Katie Holmes e a Suri. Foi um sonho um tanto quanto peculiar, porque como todos sabem, Shiloh é filha de Angelina com o Brad, né? Só que no meu sonho, ela não era. Angelina estava grávida, e sua barriga estava protegida por uma caixa de papelão (qqq). Aí, a Angelina falava assim pra mim: “Eu não posso perder esse bebê! Ele é o único filho legítimo meu e do Brad!”, aí eu falava pra ela: “Calma, Angelina, tudo vai ficar bem! Você vai ter o seu bebê legítimo do Brad!”. HAHAHAHA.

Katie Holmes e a Suri eram personagens muito secundárias, apareciam mais como figurantes. HAHA. Só me lembro que a Suri era meio insuportável, enjoada, mimada demais. Ao contrário da Shiloh, que era super doce, e vinha brincar comigo.

Ah, o lugar era a casa da Angelina, e era uma casa muito muito simples, porém grande, mas nada glamurosa.

E fim do sonho.

O outro sonho, só sonhei com pessoas mortas, e o mais interessante é que eram da família do meu pai. Na noite da última quarta-feira, morreu a vó de uma amiga minha, e eu conhecia a D. Odete e tudo o mais. Acho que devo ter ficado muito impressionada, que acabei sonhando isso.

Foram três pessoas, tia Laide (tia do meu pai), minha bisa (que chamávamos de nona), e meu vô! Tia Laide estava com a mesma feição, já minha bisa e meu vô não. Minha bisa estava muito mais nova, tinha cabelão bonito, e usava um vestido florido, e meu vô era alto e magro.

Na vida real, eu conheci minha bisa já beeeeeem velhinha, então ela usava aquelas roupas velhinhas e sempre um lenço na cabeça, e meu vô não cheguei a conhecer, mas minha mãe disse que ele era baixinho e gordinho. O Espiritismo fala que depois que a pessoa morre, ela pode ter a feição que ela quiser, e é assim que eu acho que eles estão agora.

Enfim, o interessante é que sabíamos que eles estavam mortos, daí minha tia Laide nos disse:”Aproveitem que vocês podem conversar com eles!”. E quando ela falou isso, fui correndo abraçar meu avô. Depois, meu avô e minha bisa começaram a conversar sobre uma certa chácara, e eu fiquei observando os dois, e ouvia aquela conversa gostosa, na cozinha da casa. De repente, eu comecei a chorar, porque sabia que aquilo tudo não era verdade, e que aquela sensação não seria pra sempre. Por míseros segundos eu me senti muito feliz, com minha nona, com meu vô, mas aí a tristeza bateu, e desabei a chorar. Não gostei mais da situação, e acordei.

É claro que ao acordar, chorei horrores, e posso chorar de novo se lembrar da sensação, mas o mais estranho é que minha vó não estava no sonho, e só sonhei com a família do meu pai, sendo que os meus avós maternos, também já morreram.

A maioria dos meus sonhos sempre são reais assim, como este último, dificilmente sonho coisa gostosa e extraordinária, só sei que esse da Angelina ficou pra história!

P.s.: As fotos não são minhas

Tenho muitas coisas dizer. Muitas mesmo. Mas as palavras não saem, a idéia não vai pra frente e eu paro de escrever no primeiro obstáculo que aparece. Mas eu percisava dizer alguma coisa. Apenas alguma coisa. Simples que fosse. Pouco que fosse. Só dizer. Pôr pra fora. Desengasgar.

Juro que depois escrevo algo melhor. Eu só precisava escrever alguma coisa.

A única coisa de “extraordinária” que eu sabia quando tinha a idade desse muleque era que o presidente do Brasil era o Fernando Collor de Mello e quem era o ministro da economia (que, hoje, eu nem me lembro). Beatles? Mas que raios é isso?

Estou ensaiando para escrever um texto sobre cheiros há muito tempo, mas sempre penso que pode ser estranho demais falar sobre isso, porém acho que não sou tão estranha assim por gostar de cheiros e pessoas.

Desde que eu e ele tomamos rumos diferentes na vida, eu venho pensado qual é o cheiro dele que me marcou.

Cheiro para mim é uma coisa especial. Torna pessoas, lugares e até situações inesquecíveis para mim. Por exemplo, há pessoas na minha vida que têm cheiros específicos, ou melhor, perfumes específicos. Minha irmã, tem cheiro de perfume da Victoria’s Secrets. Meus pais, têm cheiro de fábrica e fritura. Um amigo meu tem cheiro de um perfume da Boticário, e uma outra pessoa tem cheiro de um produto de limpeza. Tem também uma amiga minha que tem cheiro de produto de cabelo. E há também o cheiro da praia, que toda vez que passo em frente a um prédio perto da Cásper, ele exala o mesmo odor praiano que eu sinto no Guarujá. Estranho ou não, eu gosto.

É óbvio que todos esses cheiros que me fazem lembrar certos lugares e pessoas é devido às lembraças, ou alguma coisa, ou algum dia que me marcou demais. Por exemplo, essa pessoa que tem cheiro de limpeza: foi há muito tempo, no ano de 2004. Estava eu limpando a casa, passando pano com um produto que deixa o ambiente cheiroso e ele me ligou pela primeira vez, para nunca mais esquecer. Aquele meu amigo do perfume Boticário, foi num aniversário que, peloamordeDeus, como ele estava cheiroso! A minha amiga com cheiro do produto de cabelo, eu sentava atrás dela na escola, e todo dia sentindo o mesmo cheiro, não é para esquecer!

Mas ainda continuo me perguntando qual é o cheirinho dele? Pode ser do Ferrari, mas a verdade é que o cheiro dele é o meu cheiro, o meu perfume, porque toda vez que burrifo um pouco em mim, impossível não lembrar dele.