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Eu procuro pêlo em ovo, e choro as mesmas lágrimas de antes.
Nós dois juntos somos um turbilhão de energias destrutivas. Somos tudo aquilo que eu não quero ser. Somos uma bomba prestes a explodir. Não um com o outro, mas com o mundo, com os outros.
Eu não vou conseguir de parar de chorar as mesmas lágrimas, mas vou conseguir parar de procurar os mesmos pêlos, nos mesmos ovos. Então, para que a gente dê certo, devemos ficar longe um do outro.
Longe.
Nossa história é assim, turbulenta, caótica, um trânsito de São Paulo em dia de chuva.
Tem vezes que não aguentamos nos ver. É compreensível uma coisa dessas? Eu não sei. Não sei se tudo que passamos seja compreensível. Ao nosso ver, tudo está bem, por enquanto.
Eu sei que não vou conseguir dizer tudo o que eu sinto, porque é sempre assim, e você também não vai entender. Mas sim, eu poderia lhe dizer tanta coisa, ser tanta coisa, só por causa de você.
Hoje, nesse dia chuvoso, eu fiquei aqui, deitada na minha cama, vendo meus filmes, e eu lembrei que você me chamou pra ir na sua vó semana que vem pra comer o quê mesmo? Só lembro que é um porco explodido. Mas, eu fico com medo (não do porco, é claro). Com medo de seus avós serem tão conservadores e tão tradicionais com relação a família. Primeira vez que me sinto uma estranha, uma pessoa “diferente”. E quem deveria se sentir assim é você! Mas minha família não é tradicional, não é tão conservadora assim. Coitado do meu avô. Todos os filhos casados com brasileiros, todos brasileiros.
Eu tenho os olhos puxados. Olhos puxados dos quais nunca gostei muito, mas aprendi a conviver com eles e achar graça. E agora ainda tem mais essa. E você me bota medo. Um medo bobo, bestinha, um medo até gostoso de sentir. E eu fico receosa, e acho que não vai ser uma boa idéia ir até lá pra comer porco explodido. Quem sabe uma outra vez? Quando não tiver mais jeito?
E antes de você dizer pra eles que somos “amigos”:
Hoje passou o clássico Corinthians e São Paulo. Fui pra casa do namorado almoçar e assistir ao jogo. Meu Deus, estou voltando aos meus tempos de quinta série, de quando gostava de futebol, e até pedi uma camiseta do corinthians pro meu irmão! Lembro que eu fui pra escola com a camiseta do Timão depois de um jogo, e me zuaram até! Acho que foi a partir daí que eu comecei a não me empolgar mais com futebol. HAHAHA. Mentira! Eu percebi que ficava muito ansiosa com os jogos e não conseguia dormir direito à noite, e achei melhor para com aquilo que tava me fazendo mal.
Mas, namorado fanático, família do namorado fanática também, é meio difícil a não me empolgar mais com os jogos, principalmente que O Poderoso Timão voltou a atacar! Ainda não conheço os jogadores, mas aos poucos vou pegando o jeito de novo.
Ê Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor, ôô!
“A vida podia ser mais fácil, a gente podia fugir para uma ilha deserta, onde eu usaria meus conhecimentos em engenharia e arquitetura contemporânea para construir a mais linda casa de bambu e folhas de palmeira (…) E aí, no mar dessa ilha, você ia tirar fotos de todos os golfinhos adestrados por mim para fazer cambalhotas no ar.”
J.L.
Quando tudo parece não ter mais jeito e a minha vontade é de enfiar a cabeça no travesseiro e gritar para ninguém ouvir, você vem com todo o seu charme e amor. Te conheci há dois anos, no hall do quinto andar. Tinha medo do passado que não presenciei, mas que agora, faço parte. Não tenho medo de pular com você, amor. E pularei mais alto, para andarmos juntos depois.
Tem cara de menino, e ainda é um muleque. Joga winning eleven, e não sabe tirar foto. Sonha alto, sonha muito alto, e não é de peixes. É o meu gaijin. Sempre foi, e sempre será. Único na minha vida. Meu melhor amigo, meu amor. Te amo!
Confesso. Fiquei ausente esse tempo todo e foi por pura preguiça de escrever. Aconteceram várias coisas, sim, mas ficar em frente ao PC já não é mais o meu hobby favorito. Dormir, tirar uma soneca, cochilar e qualquer outra atividade que se assemelha a ficar deitada na cama, descansando, tomou conta deste ser que vos escreve.
Depois de devidamente explicada a minha ausência, vamos ao que interessa.
No último feriado prolongado do ano, eu fui para Guaratinguetá, quando teve o JUCA – Jogos Universitários de Comunicação e Arte. É igual aos Jurídicos, Economíadas e essas coisas todas. Mas é o seguinte, eu sou uma fresca de categoria maior. Foram quatro dias em meio a um chão pegajoso, banheiros sem papel higiênico, e chuveiros lotados. Frio e falta de transporte. Os jogos poderiam ter superado toda essa bagunça. Bem, até que tentaram, mas “Oh oooh oooh. Que torcida é essa?”. É Bateria que atrasa em jogo de futsal contra a B.A. É ônibus que demora duas horas. É ter que pagar 3 reais pela água em uma balada, diga-se de passagem, OPEN BAR. É o cúmulo. É o fim da picada.
Mas, veja bem, seria mentira se eu dissesse que não me diverti, que não foi legal gritar “CHUPA MACKENZIE”, “EI, VOCÊ AÍ, QUERIA ESTAR AQUI, QUERIA ESTAR AQUI. CÁSPER!”, “LOCO, LOCO, LOCO, LOCO, EU SOU DA CÁSPER!”, “FORÇA CÁSPER, CÁSPER LÍBERO!”, entre outros gritos de guerra que são deliciosos de gritar! Seria mentira também se eu dissesse que não me aproveitei de todas as situações aproveitáveis, que açaí com leite ninho, banana e mel é ruim, que tomar Jurupinga e não sentir o frio da noite durante 2 horas esperando o ônibus não foi legal, que sentar no topo do brinquedo e ver a galera dançando a “Dança do Quadarado” não me rendeu gargalhadas, e que a pior coisa foi ter saído no início do show do Molejo para me esquentar.
Ok, foram quatro dias únicos e divertidos. Com muitas piadas e risadas. Será que o JUCA 2009 me espera? Ainda não sei. Convença-me a ir de novo, e me prometa que vai ser melhor que 2008! =D
Além de quê, tive o melhor jantar de aniversário de dois anos de namoro: uma dupla de casperianos, contra um grupo de mackenzistas! Fazendo jus a nossa antena, que é maior que a sua e melhor que a da Globo! :D
Quando você volta do JUCA, você volta meio tonto. Isso é fato. Parece que foi transportado para outra dimensão, e ao voltar para a realidade cruel do mundo você se choca contra um muro. A segunda-feira seguinte ao meu retorno, foi um tanto estranha. Até me acostumar em dormir na minha cama, ter o banheiro só para mim, etc, foi um dia longo, e cansativo.
Ok, depois disso tudo ainda consegui tirar as fotos para a revista Imprensa da Cásper, com direito a um elogio do editor-chefe “finalmente, uma aluna que sabe o que é foco”. Acho que estou indo para o caminho certo. Daqui a pouco compro uma conta PRO no flickr e fica tudo mais ou menos encaminhado, só falta a minha Nikon D60 (para começar pequena) e depois conseguir uma D300. (HAHA).
O post já está longo demais. Tenho ainda muitos assuntos para tratar, mas acho que vou deixar para depois. Filmes que assisti e livros que terminei de ler serão assuntos para um próximo. Então, um até breve!
Outro dia, sonhei que eu e ele estávamos em Nova York, mais especifícamente em Little Manhattan. A nossa Manhattan. Hoje, ele sonha que estamos na cozinha de nossa casa, e eu leio sua crítica em voz alta, enquanto ele cozinha alguma coisa.
O quão feliz ele me faz? Mais que um tanto imaginável!
<3
Estou ensaiando para escrever um texto sobre cheiros há muito tempo, mas sempre penso que pode ser estranho demais falar sobre isso, porém acho que não sou tão estranha assim por gostar de cheiros e pessoas.
Desde que eu e ele tomamos rumos diferentes na vida, eu venho pensado qual é o cheiro dele que me marcou.
Cheiro para mim é uma coisa especial. Torna pessoas, lugares e até situações inesquecíveis para mim. Por exemplo, há pessoas na minha vida que têm cheiros específicos, ou melhor, perfumes específicos. Minha irmã, tem cheiro de perfume da Victoria’s Secrets. Meus pais, têm cheiro de fábrica e fritura. Um amigo meu tem cheiro de um perfume da Boticário, e uma outra pessoa tem cheiro de um produto de limpeza. Tem também uma amiga minha que tem cheiro de produto de cabelo. E há também o cheiro da praia, que toda vez que passo em frente a um prédio perto da Cásper, ele exala o mesmo odor praiano que eu sinto no Guarujá. Estranho ou não, eu gosto.
É óbvio que todos esses cheiros que me fazem lembrar certos lugares e pessoas é devido às lembraças, ou alguma coisa, ou algum dia que me marcou demais. Por exemplo, essa pessoa que tem cheiro de limpeza: foi há muito tempo, no ano de 2004. Estava eu limpando a casa, passando pano com um produto que deixa o ambiente cheiroso e ele me ligou pela primeira vez, para nunca mais esquecer. Aquele meu amigo do perfume Boticário, foi num aniversário que, peloamordeDeus, como ele estava cheiroso! A minha amiga com cheiro do produto de cabelo, eu sentava atrás dela na escola, e todo dia sentindo o mesmo cheiro, não é para esquecer!
Mas ainda continuo me perguntando qual é o cheirinho dele? Pode ser do Ferrari, mas a verdade é que o cheiro dele é o meu cheiro, o meu perfume, porque toda vez que burrifo um pouco em mim, impossível não lembrar dele.




