Há duas semanas peguei uma dor de garganta que não quer me largar. Tomo antibiótico, e ela passa, mas logo depois, volta. Hoje, sofri de um desespero silencioso. Estava com fome, (muita) fome, estava um pouquinho cansada, e minha garganta arranhava feito gato afiando as garras. Creio eu, que ninguém deva ter reparado, mas eu estava com raiva do mundo, de mim, e da vida, pois para beber água é um sacrifício. Para falar então, penso mais que duas vezes antes de dizer alguma coisa. Mesmo que eu não seja uma pessoa que fale muito, às vezes eu tenho algo a dizer, sabe?

Ei, você que fez a macumba para mim, tá na hora de desfazer, não acha?

Ai dores de fim de mundo! Males do meu pesar! Peço socorro aos Céus. Que os anjos me iluminem, e que o universo não conspire contra mim.